FIAGROS são melhores que FIIs?FIAGROS são melhores que FIIs?

Descubra por que os FIAGRO não podem ser simplesmente comparados aos FII — Seria correto dizer que FIAGROS são melhores que FIIs? Entenda as diferenças, riscos, vantagens e como podem compor sua carteira no agronegócio.

Observação: este conteúdo foi desenvolvido com base na transcrição de vídeo fornecida por terceiros. As informações aqui apresentadas refletem as opiniões e experiências dos participantes, não constituindo recomendação de investimento ou orientação profissional.

Se você acha que analisar um fundo imobiliário é a mesma coisa que analisar uma fazenda — ou que os FIIs e FIAGROs são idênticos — está enganado. No vídeo, Tiago Reis inicia apontando que “não se analisa da mesma forma” um imóvel urbano e uma fazenda produtiva. Ele faz uma provocação que funciona como convite: “os imóveis rurais têm outras características”. E é exatamente isso que vamos destrinchar agora.

Neste artigo, entenderemos o que são FIAGROs, como eles se diferenciam dos FIIs, quais são os cinco motivos principais de divergência destacados por Tiago, e como isso pode se encaixar (ou não) em sua carteira de investimento no agronegócio. Se você quer diversificar com propósito, ficar atento às diferenças vai fazer toda a diferença.

O que são FIAGROs?

Antes de entrarmos nas diferenças, é fundamental entender o que são os FIAGROs. De acordo com a B3, o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (FIAGRO) é “uma junção dos recursos de vários investidores para a aplicação em ativos de investimentos do agronegócio, sejam eles de natureza imobiliária rural ou de atividades relacionadas à produção do setor”. B3+1

Há três tipos principais:

Por outro lado, os FIIs são fundos de investimento que aplicam em imóveis urbanos, lajes corporativas, shopping centers, galpões logísticos etc. Suno+1

Assim, embora ambos tenham o sufixo “fundo” e distribuam rendimentos, o perfil, ativo‑subjacente, risco e expectativa de retorno são bem diferentes.

5 motivos pelos quais FIAGROs ≠ FIIs

No vídeo, Tiago Reis elenca cinco motivos principais. Vamos explorar cada um deles, com explicações e implicações práticas:

1. Depreciação do ativo

Nos imóveis urbanos (FIIs), há desgaste, necessidade de reformas, vacância etc. Ele afirma: “um shopping… vai depreciando com o tempo. Se não for feito investimento, aquele imóvel fica sucateado.”
Já no agronegócio, segundo ele: “As fazendas… ao contrário dos imóveis urbanos, porque a terra… vai ficando melhor com o tempo.”
Implicação: A terra rural pode oferecer proteção patrimonial (ativo real) que não sofre o desgaste típico de edifícios. Quando você investe num FIAGRO‑FII que detém terras, parte da rentabilidade pode vir justamente da valorização do imóvel‑rural.

2. Yield (rendimento) estruturalmente menor

Ele observa que o rendimento (“yield”) das fazendas é muito menor — tipicamente “2‑3%” ao ano para arrendamentos rurais, contra dividendos de 8‑11% ao mês (!) que alguns FIIs entregaram em momentos.
Implicação: Se você compara FIAGROs como se fossem FIIs que pagos altos dividendos mensais, vai se frustrar. A lógica de retorno é diferente: menor fluxo de caixa imediato, mas potencial de valorização no longo prazo.

3. Vacância praticamente inexistente

Em imóveis urbanos, em crises ou recessões, alugueres param, vacância cresce (shoppings fechando por exemplo). No agronegócio: “vacância de fazenda historicamente é muito próxima de zero”. YouTube
Implicação: Para quem busca diversificação e estabilidade — especialmente em portfólio que quer proteção — esta característica torna o agronegócio interessante.

4. Correlação com o dólar/exportações

Tiago explica que arrendamentos rurais muitas vezes estão cotados em sacas de soja, e a soja depende de exportação/dólar. Ele afirma: “quando o dólar dispara… mais reais”.
Implicação: FIAGROs podem oferecer hedge contra moedas locais, crises de consumo interno, inflação doméstica. Uma parcela da renda rural está ligada ao câmbio e à agro‑exportação.

5. Produtividade crescente da terra

“As fazendas… produtividade cresceu 3‑4% ao ano… significa que o lucro por hectare tende a aumentar com o tempo.”
Implicação: Além da valorização da terra, a eficiência operacional pode gerar ganhos. No caso de FIAGRO‑FII que exploram terras produtivas, esse driver pode funcionar como motor de valorização.

Fonte: Empiricus e Quantum Axis
FIAGROS são melhores que FIIs?

Como aplicar isso na sua carteira de agronegócio

Compreender essas diferenças não é suficiente — é preciso saber como agir. Veja como você pode pensar:

  • Perfil de investidor: Se você busca renda imediata alta, talvez FIIs urbanos ainda façam mais sentido. Mas se quer diversificação, menor correlação com Bolsa, hedge cambial e proteção patrimonial, FIAGROs podem entrar no radar.
  • Alocação de portfólio: Conforme o vídeo, Tiago sugere que “todo mundo deveria ter pelo menos 1% do seu patrimônio em terras”. Mesmo que você opte por FIAGRO em vez de comprar fazenda direta, o princípio vale.
  • Liquidez e estrutura: FIAGROs são mais recentes, têm menor histórico, menor liquidez em alguns casos. É importante ver a estrutura, liquidez das cotas, andamento da gestão.
  • Horizonte de investimento: Investimento em terra ou em cadeias agroindustriais exige visão de médio/longo prazo. Comparar como se fosse um “papel de aluguel” mensal pode gerar decepção.
  • Análise além do yield: Olhe para valorização patrimonial, correlação cambial, produtividade, risco climático, exposição à exportação. A lógica de retorno é multifatorial.

Por que FIAGROs podem ser complementares aos FIIs?

Embora diferentes, nem tudo é “ou isso ou aquilo”. FIAGROs e FIIs podem coexistir em um portfólio equilibrado. Segundo Tiago, é importante ter ativos com perfis diferentes para diversificação. Fiis+1

  • FIIs urbanos: mais “renda passiva”, talvez fluxo mais previsível.
  • FIAGROs: menor fluxo mensal imediato, mas proteção patrimonial, baixa correlação, hedge cambial.

Riscos que você deve conhecer

Antes de sair comprando FIAGROs achando que são “FIIs do campo”, considere os riscos:

  • Sazonalidade da agricultura, pragas, clima — impacto real no desempenho. Forbes Brasil
  • Menor liquidez ou histórico curto de alguns FIAGROs listados.
  • Valorização da terra pode depender de localização, logística, infraestrutura.
  • Apesar da baixa volatilidade passada, nenhum ativo é isento de risco: o setor agroindustrial também é exposto a variáveis macro‑econômicas e regulatórias. Quantum Finance

Exemplo prático e recomendações

Vamos supor que você tenha R$ 100.000 para investir e quer diversificar no agro. Algumas sugestões:

  • Destine 1‑3% (~R$ 1.000‑3.000) às cotas de um FIAGRO com boa liquidez.
  • Continue investindo em FIIs urbanos ou outros ativos de renda.
  • Acompanhe resultado da terra, produtividade, câmbio e análise da gestão do fundo.
  • Não espere “10% ao mês” como alguns FIIs históricos entregaram — o jogo aqui é diferente.
  • Visite o mercadodeterras.com.br para entender valores e dinâmicas da terra rural — mesmo que você vá investir via cotas, o contexto da terra importa.

Conclusão

Os FIAGROs não são “mais do mesmo” dos FIIs — e entender isso faz toda a diferença. Eles oferecem uma nova porta de entrada para o agronegócio, com características únicas: valorização patrimonial, proteção cambial, baixa vacância, e produtividade crescente da terra.
Se você está construindo o seu portfólio em InvesteAgro (link interno para homepage), pense neles como complemento e não substituto direto dos FIIs. Alinhe perfil, horizonte, expectativas e diversificação.
Lembre‑se: rentabilidade alta imediata é raro aqui — o valor está em longo prazo e nas propriedades da terra como ativo real.

Leia mais artigos em nosso blog: investeagro.com.br

FAQ:

FAQ – Perguntas Frequentes

Q1: FIAGRO é igual a FII?
Não. Embora ambos sejam fundos, os FIAGROs investem em cadeias produtivas do agronegócio (terras rurais, créditos agroindustriais, participações) enquanto FIIs urbanizam imóveis como shoppings, lajes, galpões. XP Investimentos+1

Q2: Por que o rendimento de FIAGROs costuma ser menor que o de FIIs?
Porque o modelo de negócio é diferente: menor fluxo de aluguel imediato, maior foco em valorização, produtividade e exportação, ao invés de alta renda mensal.

Q3: Posso investir em terra diretamente em vez de FIAGRO?
Sim. Mas implica capital elevado, gestão própria, logística, riscos operacionais. O FIAGRO permite exposição ao setor de forma mais acessível.

Q4: Onde posso encontrar FIAGROs negociados?
Sites como StatusInvest (categoria “Fiagros”) exibem listagens, rendimentos e liquidez. Status Invest

Q5: Qual seria uma alocação sugerida para FIAGRO em portfólio?
Segundo análise, pode-se destinar 1% ou mais do patrimônio para exposição em terra ou cadeias agroindustriais. Mas isso depende do seu perfil, horizonte e liquidez.

Observações Legais

Aviso de responsabilidade: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, com base em fontes públicas e transcrição de vídeo disponível no YouTube. As informações apresentadas não constituem recomendação de compra ou venda de ativos financeiros, imóveis rurais, fundos de investimento ou qualquer outro produto.

Isenção de responsabilidade profissional: O blog InvesteAgro não realiza consultoria de investimentos, análise técnica, jurídica ou contábil. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de profissionais qualificados, devidamente registrados nos órgãos competentes.

Riscos envolvidos: Todos os investimentos envolvem riscos, inclusive perda total ou parcial do capital investido. Rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro. O desempenho de fundos e ativos do agronegócio pode ser afetado por fatores climáticos, econômicos, cambiais e regulatórios.

Direitos autorais: Este artigo foi elaborado com base em conteúdo público de terceiros, com uso autorizado conforme os termos do YouTube. Todos os direitos reservados ao blog InvesteAgro. É proibida a reprodução sem autorização prévia.

By

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *